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A mostrar mensagens de junho, 2025

Infraestrutura energética - Muitos benefícios a operadoras e pouca entrega a consumidores

Infraestrutura energética - Muitos benefícios a operadoras e pouca entrega a consumidores  O setor elétrico é a prova do quanto as privatizações no Brasil, deram errado, no pior sentido possível. Não alterando praticamente em nada, em torno de melhorias esperadas no fornecimento ou no barateamento das tarifas de energia elétrica ao consumidor final, seja em residências, empresas industriais, comerciais ou de serviços, além das propriedades rurais do agronegócio. O sistema elétrico brasileiro é dividido em níveis de gestão, onde empresas podem atuar em apenas um deles ou em todos os tipos de atuação, são eles:  Geração - as usinas onde a energia é produzida, seja através de hidroelétricas, termoelétricas, eólica ou solar e até nuclear;  Transmissão - são as redes de alta tensão, responsáveis por levar a energia produzida nas usinas para as subestações, geralmente localizadas nas cidades ou em parques industriais, próximos às cidades e por fim; Distribuição - onde a energia...

Ideologias econômicas - Liberalismo, globalização neoliberal, globalismo e malthusianismo ambiental

Ideologias econômicas - Liberalismo, globalização neoliberal, globalismo e malthusianismo ambiental Ao longo da trajetória humana dentre os diferentes estágios da civilização, as sociedades sempre foram compostas por classes dominantes e classes dominadas. Para manterem seus status de controle sobre os demais, as classes dominantes se valeram de uma série de artifícios, principalmente por meio de narrativas para justificar suas condições comando. Na antiguidade, para fazer valer seus domínios por meio de narrativas, se autoproclamavam deuses, depois afirmaram seus controles sobre os demais, como de direito divino, ou concedidos por Deus ou pelos deuses, dependendo das religiões e culturas das distintas civilizações em questão.   Com o surgimento da civilização grega, as religiões passaram a ser um acessório complementar na afirmação de poder dentre os seus detentores junto aos dominados, em que a partir do advento da filosofia, deu à política, maior protagonismo para a afirmaç...

Políticas econômicas - Desenvolvimentismo e monetarismo

Políticas econômicas - Desenvolvimentismo e monetarismo   Vez ou outra, um debate emerge no meio acadêmico das ciências econômicas, que por sua vez, ultrapassa essas fronteiras e chega à grande imprensa, onde o grande dilema nacional se faz como um verdadeiro embate de ideias. Trata-se das políticas econômicas a serem adotadas no Brasil. Em torno dessa controvérsia, estão dois grupos distintos de economistas os quais adotaram linhas doutrinárias específicas:  De um lado, temos os liberais ortodoxos, ancorados sob a perspectiva de Milton Friedman e a Escola de Chicago, que adotam a austeridade com as contas públicas, através das políticas fiscal e monetária, como instrumentos que conduziriam a economia de um país, rumo à estabilidade e que o progresso a partir daí, ocorreria por si só, de maneira natural e quase que automática.  Opostos a esse pensamento, estão os economistas desenvolvimentistas heterodoxos, inspirados em teses keynesianas ou de seu patrono, John Mayn...

Impostos - Quem realmente paga?

Impostos - Quem realmente paga? Muita gente reclama da carga tributária no Brasil, mas poucos se debruçam numa reflexão honesta e realmente profunda, em torno das verdadeiras questões que envolvem o pagamento de impostos no país. As distorções no arcabouço tributário brasileiro favorecem a sonegação (inclusive dentro da lei, entre os privilegiados tributários) e empurra grande parte da tributação para consumidores e assalariados, o que acarreta na regressividade tributária em proporção às respectivas e distintas rendas. A carga tributária, pode em tese, ser igual para todos, mas como ninguém tem a mesma renda que aqueles das camadas superiores da pirâmide social, logo as injustiças proporcionais com relação ao pagamento de impostos, emergem no horizonte.  A grande incidência de impostos sobre o consumo, é certamente o componente mais importante, responsável por fazer com que as pessoas de rendas mais modestas, acabem pagando mais impostos que outras faixas de renda mais abastadas, ...