Soberania - Recursos naturais que o Brasil está impedido de explorar

Soberania - Recursos naturais que o Brasil está impedido de explorar  

O território brasileiro tem cerca de 8.515.767,049 Km² e é extremamente rico em minerais, com destaque para o minério de ferro, o manganês (usado em baterias) e a bauxita (de onde se extrai o alumínio), sem falar de outros minérios usados na indústria de alta tecnologia, como o grafeno e o nióbio (ligas metálicas de altíssima resistência e na fabricação de foguetes ou aviões supersônicos), além daqueles conhecidos como terras raras e nobres, como ouro.

Já com o petróleo, o Brasil figura-se entre os maiores produtores, mas com a tendência de queda na prospecção do pré-sal, o país corre o risco de voltar a importar petróleo, a partir de 2030; a chamada Margem Equatorial, seria a salvação brasileira, que garantiria, além do abastecimento interno, exportações, tanto de óleo bruto, quanto de derivados de petróleo.

Apesar de já ser explorado por países vizinhos, ambientalistas a serviço de grandes grupos globalistas infiltrados no governo, impedem a exploração do petróleo da Margem Equatorial em águas brasileiras, alegando risco ambiental, quando acidentes envolvendo a prospecção de petróleo com a Petrobras, são raríssimos. 

Desse modo, esses ambientalistas, descartam os riscos econômicos, com a possibilidade de o Brasil ser obrigado a voltar a importar petróleo, dependendo ainda mais dos solavancos do câmbio e da cotação internacional da commodity que impactaria seriamente na economia brasileira e afetaria de sobremaneira, principalmente, os mais pobres com aumento da inflação.

A previsão é que o pico na prospecção de óleo bruto do pré-sal, seja atingido em 2029, tendo o início do declínio de produção a partir de 2030 e se nada for feito, em dez anos adiante, o Brasil poderá vir novamente a se tornar importador de petróleo.

Em contrapartida, os ambientalistas afirmam não verem sentido na exploração de novas jazidas de petróleo, tendo em vista a chamada, transição energética. 

Ocorre que a cadeia produtiva do petróleo não gira em função apenas da produção de combustíveis ditos fósseis; mas também para vários outros tipos de derivados da commodity, tais como plásticos, resinas, tintas, dissolventes e até matéria-prima para a produção de fármacos.

Além disso, a questão de geração de energia elétrica, é a grande demanda para este Século, onde os data centers para o processamento de dados das inteligências artificiais disputará energia com residências, indústrias e propriedades rurais do agro, com os carros elétricos, que ainda possuem pouquíssimos pontos de abastecimento no país, além da tendência de que os mesmos, continuarão em um ritmo lento de expansão, sobrando para os proprietários de veículos, recorrerem a energia de suas residências, se for o caso.

O petróleo assim, não perderá sua utilidade tão cedo, como os ambientalistas à serviço do globalismo acreditam; petróleo continua sendo estratégico para qualquer economia e se fosse o contrário, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo - OPEP - já teria deixado de existir pela simples razão de não haver mais demanda para nenhum derivado de petróleo, em uma situação que o mundo, pudesse ter encontrado novas fontes ou matérias-primas que substituíssem o petróleo.

Países como a Noruega que se dizem preocupados com a Amazônia, e aplicam vultosas somas em dinheiro no chamado "Fundo Amazônia" - que ninguém sabe exatamente para o que é - também exploram jazidas de petróleo. Mas nenhum especialista, outros governos ou a imprensa, questionam a Noruega por ainda estar explorando um tipo de energia considerada "suja", de acordo com o entendimento de ecologistas.

Embora o nome do referido fundo de proteção à floresta no norte da América do Sul, sugira algo destinado à sua preservação, ainda que tudo indique não estar sendo devidamente aplicado nesse propósito, já que tem havido registros de aumento no número de queimadas e desmatamento do bioma, sendo o Fundo Amazônia assim, totalmente inócuo, no que se refere ao seu propósito.

Nesse sentido, a soberania brasileira sobre a exploração de seus recursos naturais está sendo posta em xeque, em nome de pautas ambientais, mas em que claramente estão contidos, interesses geopolíticos e principalmente, geoconômicos de outros países.

Políticas de desenvolvimento para a Amazônia

A pauta ambiental é tão somente, mais um obstáculo para fazer projetos de infraestrutura deslancharem na Amazônia, dentre tantos outros problemas, principalmente a falta de recursos e a pouca disposição do setor privado em investir na região.

Um projeto de desenvolvimento primeiro deve contemplar a infraestrutura pois é a base que torna possível esse objetivo. Portos, aeroportos, ferrovias, rodovias, usinas geradoras de energia, linhas de transmissão elétrica; enfim, a região norte padece do básico em infraestrutura, enquanto se não fosse por esse atraso, já poderíamos estar falando sobre indústria de alta tecnologia implantadas na região, aproveitando os recursos naturais em terras raras, o petróleo e o gás já abundantemente disponíveis na região.

Se não há políticas de Estado nesse sentido, o setor privado também não tem demonstrado o ânimo necessário para desenvolver projetos de alavancagem na região amazônica. E se o problema é mão de obra qualifica, as políticas de Estado, também deveriam começar daí, logicamente incluindo povos originários para fazerem parte desses projetos, ao invés de serem usados pelo lobby globalista que apenas prega a criação de novas reservas indígenas, onde nem os próprios índios podem desenvolver qualquer projeto mais organizado para desenvolver economicamente suas etnias.

Incluir o índio como parte de programas de desenvolvimento da Amazônia, é essencial para que a questão ambiental, não seja uma mera narrativa como empecilho para projetos que garantam crescimento econômico da região, gerando oportunidade de empregos qualificados no interior, desinchando cidades como Belém e Manaus, cercadas por grandes bolsões de pobreza com favelas em palafita. Enfim, o desenvolvimento, não somente da floresta, como de todo o país, deve incluir o investimento maciço em capital humano, seja indígena ou de demais populações.

A soberania nacional sobre o território amazônico, não pode ficar comprometida sob pretextos aparentemente nobres e gentis; a soberania brasileira se garante com desenvolvimento econômico e nisso, o governo militar estava certo quando cunhou o lema "integrar para não entregar", já que a cobiça internacional sobre a Amazônia, não é nada nova. Dessa forma é preciso reforçar que essa integração da Amazônia, deve incluir também, o fator humano, já que as pautas ambientais, parecem desprezar o fato de pessoas também viverem naquele bioma.

Para isso, não podemos nos sentir intimidados se há o desejo de pavimentação de importantes rodovias que cortam a floresta tais como a BR-319, a BR-158 e a BR-230 (também conhecida como Transamazônica), ou também a construção de ferrovias, tais como a Ferrovia Estadual de Mato Grosso e a Ferrogrão, cuja o processo de licenciamento ambiental foi judicializado e se encontra parado no Supremo Tribunal Federal em Brasília, em função da militância de ativistas, à qual prega o atraso econômico como principal meio para preservação ambiental. 

Enfim, a Amazônia é rica demais em recursos, para um país como o Brasil renunciar a eles, em nome de uma causa que demonstra não ter a honestidade suficiente, já que a preocupação ambiental indica se tratar mais de uma versão mais interessada no atraso brasileiro daquela região, que propriamente, a preservação ambiental com vistas a evitar aquilo que é propagado de forma alarmista como "mudanças climáticas", mas que dá indícios de não ter elementos científicos capazes de confirmar que atividades econômicas conduzidas pelo homem, sejam a maior causa para um fenômeno natural que existe, desde que o planeta Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos. 

Uso de royalties para financiar programas para formação de capital humano

O Brasil possui 98% das reservas de nióbio do mundo; aproximadamente, 75% do minério já explorado se encontra em Araxá, Minas Gerais e 21%, em Catalão, Goiás - cidades distantes cerca de 280 quilômetros uma da outra; estima-se que a Amazônia concentre outra grande parcela ainda sem nenhum tipo de prospecção. 

Em contrapartida, o Canadá que só responde por 2% de todo o nióbio produzido no planeta, usa os recursos obtidos com a cobrança de royalties para financiar seu sistema de educação, enquanto o debate que permeia no Brasil, é que não há dinheiro suficiente para melhorar a qualidade do ensino público das escolas brasileiras, onde o modelo demonstra defasagem de aprendizagem, relatados em estudos publicados, os quais indicam que cerca de 29% da população formalmente alfabetizada, seria considerada analfabeta funcional, isto é, apesar de saberem ler e escrever, em teoria, não conseguem compreender um texto simples, ou tenham o pleno domínio em matemática. 

Desse modo, é importante que o Brasil adote esse modelo para garantir recursos públicos que promova melhoras contínuas e acentuadas na qualidade do ensino público do país, para que a defasagem de aprendizado, seja o quanto antes amenizado ou atenuado, em um período de 15 anos. Com aulas de reforço para pessoas adultas já alfabetizadas e garantindo também, cursos de profissionalização técnica para setores importantes da economia amazônica. 

O uso de royalties obtidos de todos os tipos de minerais extraídos em solo nacional, além do petróleo, garantiriam a formação de um importante fundo de reserva soberana destinado a programas de alfabetização ou (entre aspas) realfabetização de adultos (já alfabetizados, mas com defasagem de aprendizado, conforme demonstrado no estudo publicado recentemente pelo Unicef e a Unesco, em parceria com entidades privadas brasileiras).

Infelizmente porém, o Brasil se prende a longos e intermináveis debates, que prejudicam a adoção de medidas práticas às quais já poderiam estar corrigindo distorções verificadas no modelo de ensino ou de formação profissional; algo que segundo especialistas sérios e comprometidos com a causa da educação no país, seria proposital, para justamente haver um discurso que reforce a narrativa de que a exclusão social, se daria pela defasagem de escolaridade e formação técnica das pessoas de menor poder aquisitivo, quando é exatamente a sonegação de oportunidades de instrução, a causa para manter pessoas fora das melhores colocações profissionais que lhes garantiriam uma melhor qualidade de vida.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Desenvolvimento regional - Porque algumas regiões brasileiras não se desenvolveram como outras

Ideologias econômicas - Liberalismo, globalização neoliberal, globalismo e malthusianismo ambiental

Políticas de governo e de Estado – Setores estratégicos da economia brasileira